Açúcar: o prazer a curtíssimo prazo

17:30




Sobre esse “vilão” eu posso falar com propriedade e grande experiência própria: como ele é poderoso! Ele nos seduz e convence de que vai fazer bem para nós; então cedemos à sua tentação, mas logo ficamos arrependidos e com aquele tremendo peso na consciência, pois o prazer que ele gerou vai embora e fica a tristeza e decepção. Nesse momento, prometemos que nunca mais vamos consumi-lo, mas algumas horas depois, algo acontece no nosso dia e logo nos lembramos dele, de como ele nos faz bem, mesmo se for só um pouquinho... “Será o último, eu prometo!”

Enfim, o açúcar tem inúmeros argumentos para te convencer de que ele te fará bem, mas quando seu pico de prazer passa, volta a tristeza ainda mais profunda... E assim ficamos nesse ciclo de promessas e frustações: ele nos seduzindo e nós resistindo, por fim cedendo e nos arrependendo depois, e ficando tristes novamente. Entendo perfeitamente todas essas sensações e a dificuldade em resistir a essa tentação. Já passei por isso e confesso que ainda hoje, mesmo com toda a mudança dos meus hábitos alimentares e paladar, ainda tenho essas “vontades” e passo por tentações – claro que agora com menos intensidade, e vou explicar o motivo disso para vocês.

Eu era daquelas que “precisavam”, no sentido de necessidade mesmo, de um doce depois do almoço e do jantar. Caso não o consumisse, não conseguia voltar ao trabalho, não conseguia me concentrar e exercer qualquer atividade. Enquanto não comesse o bendito açúcar, ficava ansiosa, aflita, com uma sensação horrorosa. Como algo que provoca isso em você pode ser bom? Obviamente não é... O que acontece é que o açúcar é rapidamente absorvido pelo organismo e transformado em glicose, assim liberando energia para as células trabalharem. Quando o ingerimos muito, há uma geração excessiva de combustível, e aí, pronto: desregulamos todo nosso organismo e, quanto mais o consumimos, mais o desejamos como necessário.

Muitos estudos demostram que o açúcar vicia por estar relacionado a área de dependência do nosso cérebro, então, ficamos, sim, literalmente viciados nele. Mas a boa notícia é que somos mais fortes do que ele e capazes de enfrentá-lo. Basta quebrar esse ciclo para que resistir a ele seja mais simples do que você imagina, e assim você será capaz de assumir o controle com consciência de quando realmente vale a pena consumi-lo, de forma mais consciente e menos frequente. No meu caso, não foi fácil no começo, mas eu sou uma pessoa muito exigente comigo mesma – talvez esse seja meu maior defeito (ou qualidade) –, então mostrei para ele que era capaz de resistir à sua tentação. No início realmente foi muito difícil, mas era uma questão de honra! Comecei esse duelo fazendo a substituição do doce por uma barra de cereal ou gelatina ou até um chiclete. Depois incluí na minha alimentação chocolates mais amargos, com 75% ou 85% de cacau. Como resultado, hoje meu paladar mudou tanto que não consigo mais consumir nenhum doce melado, opção que antes era minha predileta – como pode? Atualmente, se consumo algo com muito açúcar, fico com dor de cabeça por muitas horas depois, então, nem que eu queira consumir de forma desenfreada eu conseguiria. Ainda como doces de vez em quando, mas minhas opções são mais leves, com frutas ou chocolate amargo.

E então, vamos mostrar ao açúcar quem é que manda nessa relação? Nós, mulheres, somos superiores, portanto o açúcar que nos aguarde! Ele está com os dias contados...

Para incentivar mais vocês, aqui está uma matéria que fala sobre os perigos do excesso de açúcar no organismo:o impacto do excesso de açúcar no organismo

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